25 de jun de 2012

Rio de lágrimas.

Ela me fitava. Tão profundos eram os seus olhos, como aquele rio. Eu a observava afundar, cada vez mais, sendo incapaz de me mover: algo me prendia a superfície. Olhei seu corpo, indo cada vez mais longe. Queria, mais do que tudo, poder ir ao encontro de seus braços, que estendidos, pareciam chamar por mim. Mas não estavam. Com sua cabeça, ela negava, ela queria que eu a deixasse ir, queria que eu a deixasse afundar em sua própria dor. Mas eu não podia. Não podia deixar que o que era mais precioso em minha vida fosse levado de mim desta forma, perante meus próprios olhos. Eu me debatia
Apesar de estarmos envoltos por água, eu sabia que ela chorava, pois estamos conectados. Eu também chorava. Seus olhos aos poucos se fecharam. Eu fui vencido pela fraqueza? Eu lhe perdi? Minha amada, por favor, venha me despertar deste terrível pesadelo.

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