22 de jun de 2012

Não mais que um sonho.


     Não parecia real, mesmo porque não era, só poderia ser um sonho. Não. De forma alguma, não havia razão ou sentido a serem encontrados, era apenas mais um delírio - era isso que eu acreditava.
     Eram aqueles olhos, que demonstram tudo o que de fato sentem, o espelho de sua alma, a janela de seu coração.
Era aquela voz, tão calma e doce, que embalava o sono de tantas noites. Era aquele sorriso perfeito, que me acalmava em todos os momentos de tristeza.
Era ele. Apenas ele. E eu.
     Como pode meu coração bater tão rápido em um sonho? Como posso ficar corada em meu próprio sonho?
     Tão longe e pela primeira vez tão perto. Era aquele o garoto. Eram seus lábios em encontro com os meus. Era um sonho. O meu sonho.


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