17 de jan de 2012

Insana

     Vivendo cada dia na esperança de, quem sabe, poder ouvir em sua voz a pronúncia de meu nome, e fazê-lo ecoar mais alto, cada vez mais. A esperança de um dia fazer parte de suas lembranças, ser a alegria de seu sorriso...

     Há uma parte em mim, uma parcela inteligente que sabe que eu já deveria ter desistido, que é um amor impossível e masoquista. Uma parte que diz que estou me destruindo... Por outro lado, há uma parte sensível que está gritando seu nome o tempo todo, e que parece não querer parar tão cedo. É, pena que eu nunca fui uma pessoa muito sensata.


     Não é nada poético, é apenas um desabafo. Isso está preso em minha garganta me sufocando, eu preciso me livrar disso. É totalmente estranho dizer que amo os seus defeitos? Que amo a facilidade que tem em me fazer rir e ao mesmo tempo, em retalhar meu peito em pedaços? É loucura. Estou enlouquecendo, é isso! As palavras que saem de minha boca não fazem o menor sentido.


     Amo suas manias, amo a maneira que consegue parecer gentil enquanto me rejeita, amo seu jeito debochado, amo o quanto você me faz me sentir inferior, amo até a maneira como consegue me ignorar tão facilmente. Amo. Amo o como eu não consigo te atingir com nada disso. Amo seu mistério.

     Alguém, por favor, chame um médico. Há algo completamente errado em minha cabeça. Alguém, por favor, sabe onde fica a farmácia mais próxima? Preciso de um remédio que tire de dentro de mim estas vozes. Impossível! Impossível! É uma crise de abstinência. Socorro!

     Atirada ao chão, eu estou chorando? Ora, mas é hilário! Loucura. Não é preciso fazer sentido, não há nada nas entre linhas. O amor é insano. Você já tem meu coração, tomou meus pensamentos também, o que mais vai querer levar de mim?


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