4 de dez de 2011

Vestido Branco


Manhã de chuva, nada a se fazer, profundo tédio. Uma triste manhã para se despertar adoentado. Deitado sob as cobertas eu aperto meu travesseiro contra o peito, há um vazio, um buraco bem fundo. Eu fecho os meus olhos. Esta dor de cabeça que não passa, me agoniza, sinto falta de algo, do pedaço que está faltando em meu peito, do alguém que o levou...

A briza invade o meu quarto pela janela e faz as cortinas voarem, como um vestido branco, como aquele vestido branco. Lembranças de um verão passado tomam conta de meus pensamentos. Eu quero reprimi-los, para dentro do meu vazio, mas dói, mal consigo respirar.

Mesmo sem querer eu posso ver você sorrindo, você correndo, menina do vestido branco. Saudade é a melhor palavra para descrever o que estou sentindo. Posso ouvir a sua voz gritando o meu nome, ver os seus belos olhos profundos, ver você indo embora. Saudade do que nunca irá voltar. Me recordo de suas palavras finais e de seu abraço: parecia real.

Meu travesseiro está encharcado de lágrimas, o tempo passou sem que eu percebesse. O vazio dentro de mim parece pulsar, como feridas expostas. Já está tarde, não há mais o que esperar, não há mais tempo para esperanças. Está na hora de te esquecer, menina do vestido branco.

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