11 de dez de 2011

Como um dia sem Sol.

     Angústia, talvez deva ser esta a palavra. Ou não. É mais do que isso. Como um rombo, um vazio imenso restou no espaço que eu reservara para você em meu peito. Eu me obriguei a desistir, não podia ficar alimentando esperanças de ilusões que eu mesma criara. Tentei arrancar de mim minhas lembranças de você, tentei tirá-lo de meus pensamentos, apagar seu sorriso de minha memória.

     O vazio era tão grande que me espanta meu coração continuar batendo. Minha mente vagava sem rumo por não poder pensar em ti, qualquer lembrança sua era como mexer em minha ferida profunda que não conseguia cicatrizar.

     Meu Sol se fora, e por noites intermináveis vaguei como uma morta-viva sem alma, vazia, incompleta. Eu sentia falta dos dias ensolarados, do meu Sol... Como fraqueza, permiti-me olhar para você mais uma única e última vez. Sua voz terna e seu sorriso luminoso reaqueceram dentro de mim um sentimento que pretendia sufocar. Mas eu estava me sufocando.

     Seus olhos hipnóticos curaram as feridas em meu peito e me deixaram em transe enquanto eu permanecia lhe admirando. Tornara-se impossível afastar-me deles. Como um planeta a orbitar em torno do Sol, eu o tinha como o meu centro gravitacional. Eu não precisava de mais nada além dele, eu estava curada, não completa, mas curada. Você é a parte perdida que falta.

     Não, eu não irei mais me afastar. Tentarei ao máximo tornar nossa convivência o menos desagradável possível para você, mas não me peça para desistir ou ir embora, seria como me impedir de respirar. Eu posso te amar mais do que tudo, te amar pelo tempo que for, mas também posso fazer isso em silêncio. Eu o farei.

Eu desaprendi a viver sem você.

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