10 de out de 2011

Minhas asas invisíveis

     Desperto pela manhã ao som do canto dos pássaros que observo voando pela janela do meu quarto, livremente. Me sinto como eles. Vejo ainda as borboletas em sua visita matinal ao meu jardim florido, pouco me espantaria se duendes e elfos aqui vivessem, nos cogumelos que brotam nos troncos de árvore ou ainda, à beira do pequeno riacho ao lado do meu quintal. Livre, como me sinto, a espera da caminhada diária dos unicórnios ao lado de casa, cuido de meu pequeno gato alado e saio a procura da minha borboleta, capaz de me levar ao mundo dos mortos para uma visita repentina.
     Rego, ainda durante a manhã, minha semente de liberdade, que aos poucos parece crescer, e que um dia irá florir lindamente. Me sinto um pouco diferente, estranha até, mas não importa se meus olhos estão abertos ou não, com minhas asas invisíveis posso voar pela imensidão dos céus, sempre, enquanto eu acreditar...


     Como um pássaro, livre, meus pés não me prendem ao chão, não mais. 

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