28 de mai de 2011

Um conto na chuva

Chovia muito, estava tudo tão escuro... As nuvens faziam barulhos terríveis. Eu tinha o meu guarda chuva. Só o meu guarda chuva. Eu caminhava sozinha em meio àquela tempestade. Foi então que eu o encontrei...

Sozinho, você estava lá. Eu pouco o conhecia, estudávamos juntos... Você não tinha um guarda chuva. Eu o chamei para perto. Você estava tão frio, gelado... As gotas de chuva o molharam mas suas mãos estavam quentes. Você me agradeceu.

Naquele dia, você cessou a chuva e a tempestade em meu peito. Desde aquele dia, eu nunca mais estive sozinha, você se aproximou de mim, nos tornamos amigos e fez surgir em mim um sentimento novo, desconhecido, mas bom...

Nunca mais me esqueci de seus olhos e de sua voz a me agradecer. Ainda me recordo de seu perfume. Seu sorriso é tão nítido em minha mente. O calor de sua mão... Ainda posso sentí-lo... Você me permitiu ver o Sol pela primeira vez.

Você se tornara alguém muito especial em minha vida, antes tão vazia. Não houveram mais tempestades. Meus medos se tornaram risos, eu não estava mais abandonada.Você me salvou.

Desde então minha vida mudou, o Sol é tão belo! Sua luz tão intensa! E este meu sentimento cada vez maior... Poderia ser... Será?

Talvez seja isso o amor? Um sentimento que jamais puderam acreditar existir. Mas pensar nisso dói um pouco... O que aconteceria se eu realmente estivesse apaixonada por você? O que mudaria? Você me rejeitaria? Você me abandonaria?

Esta dúvida transforma meu puro sentimento em sombra... As nuvens voltaram a tornar meu dia nublado.

Aquela nuvem escura se aproxima novamente, mas por mais bobo que pareça, um simples sorriso seu é capaz que iluminar meu dia, e afastar para longe esta nuvem escura que voltou a atormentar este frágil coração apaixonado...

Por favor, nunca se afaste de mim. Nunca me deixe só. Não permita aquela nuvem trazer mais uma vez a tempestade e encobrir meu Sol, tão gentil e querido.

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